Tuesday, March 10, 2015

Update


Este blog tem andado um bocadinho parado (e um bocadinho é favor), mas por uma óptima razão. Tenho trabalhado muito em transcrições, e graças a Deus!

Tenho transcrito principalmente documentos do século XVII - mas não só - e estamos a falar de documentação com cerca de 400 páginas, mas bem conservada. Às tantas, quando "entro" no texto, sinto-me como se estivesse mesmo a fazer uma cópia, daquelas que tivemos todos de fazer na 1ª classe, mas mais expedita e no computador. É só olhar e passar para Word. 

Agora comecei a transcrever documentos em muito mau estado de conservação, e vamos lá ver o que se consegue ler. Vai ser mais um desafio, mas dos bons! 

Dá-me muito gozo continuar a trabalhar no que gosto e para o que tenho jeito e vocação. 

Monday, November 11, 2013

Facebook


Agora já nos podem seguir no facebook.

Basta ir a www.facebook.com/paleografiaportuguesa e clicar em "like"!

Regras adoptadas


Há muito tempo que não vinha ao blog, e achei por bem vir aqui ressuscitá-lo.

Como há muitas pessoas que me perguntam como são as regras das minhas transcrições, aqui ficam alguns pontos que costumo seguir.

Claro está que o cliente é que manda, mas geralmente chegamos a acordo.

 

1) O texto é corrido, conforme o original. As notas sobrescritas ou na lateral, serão transcritas em nota de rodapé;

2) Modernizam-se as palavras que já não estão em uso mas não sem se escrever segundo o novo acordo ortográfico (a não ser a pedido do cliente). Exemplo: Inscripção = Inscrição;

3) Numeram-se os ficheiros e as páginas conforme o original. Para um ficheiro em PDF com o nome “exemplo” haverá um ficheiro Word que terá o mesmo nome e número de páginas;

4) Qualquer dúvida de transcrição será sombreada a amarelo;

5) As palavras ilegíveis, rasuradas ou corrigidas no manuscrito terão essa indicação em nota de rodapé.


 

Wednesday, January 20, 2010

Tabela

Depois de muito pensar, pôr na balança e, acima de tudo, estudar... Consegui elaborar uma tabela de preços para as transcrições.
Por enquanto podem basear-se nestes números:
1 página - 10 €
De 2 a 30 páginas - 7 €
De 30 a 60 páginas - 6 €
Mais de 60 páginas - 5.5 €
Por páginas entenda-se a página original e não a transcrita. Geralmente uma página transcrita é sempre menor do que a original.
Pode haver um aumento de preço sempre que os documentos não sejam de fácil acesso.

Friday, March 13, 2009

A ausência...e o retorno

Este blog não tem sido muito o que eu esperava.

Esperava com ele conseguir trabalho, acima de tudo. Também contacto com as pessoas que se interessam pelo que faço (e isso consigo), mas afinal parece que é mesmo verdade - quase ninguém se interessa muito pelo assunto no que diz respeito à Paleografia.
Mas não queria que pensassem que abandonei o blog, por isso aqui estou para dizer que estou viva!

Agradeço os e-mails que me têm enviado, dizendo que vieram ver o meu blog. Apenas digo também que não estou vocacionada para "dar explicações" por e-mail.
Não me importo de explicar uma coisa ou outra, de indicar livros que considero bons para que possam realizar o vosso trabalho, mas além disso peço desculpa mas não sou aquela pessoa que está aqui, de graça e sem nada para fazer, apenas para explicar coisas que, afinal, consistem no trabalho que pretendo fazer, sendo remunerada por ele.

Espero que não achem isto tudo um valente estalo na cara, porque não é suposto. Apenas pretendo que entendam que o meu objectivo, como o de muitos, é conseguir trabalhar, e fazer render o meu trabalho, com o que me propõem.
De resto, nada a dizer. Continuo disponível para o que me quiserem enviar e para transcrever tudo o que conseguir. E como disse já num post antigo, os orçamentos são personalizados pelo que não posso pôr aqui uma tabela de preços para que decidam antes de falar comigo (daí a ter publicado o meu e-mail).

Wednesday, December 17, 2008

Morreu o Prof. Doutor Eduardo Borges Nunes

Não consegui apurar a data, mas sei que não faz muito tempo. Pelo que parece, há menos de um mês.
A notícia foi-me dada por uma professora do Mestrado, com ar de como se fosse uma coisa banal e de todos os dias e, para mim, que infelizmente nunca conheci e muito menos tive aulas com o Prof. Borges Nunes, a sensação foi bem diferente.
Digo isto porque toda a Paleografia que sei (não esquecendo a Prof. Filipa Gomes do Avellar, ela sim aluna deste professor e portanto seguidora do seu método), sei-a através do seu Álbum e Dicionário, que tantas vezes li, olhei, e admirei.
Tenho pena de nunca ter conhecido o Prof. Borges Nunes, tenho muita pena de nunca o ter tido como meu Professor, e parece-me muito triste que não houvesse uma homenagem ou qualquer tipo de notícia formal na Faculdade de Letras da UL, onde ele ensinou tantos anos e tantos alunos.

Aqui fica um exemplo de uma página do Dicionário, tirada de um outro blog.
(Algumas abreviaturas do nome Cristo usadas do século XIII ao século XVIII in Eduardo Borges Nunes, Abreviaturas Paleográficas Portuguesas, Lisboa, Faculdade de Letras, 1981)

Monday, December 8, 2008

Algumas notícias

Há algum tempo que não escrevo nada aqui... Não é falta de vontade, mas o Mestrado tem estado a dar trabalho.
A transcrição que estou a fazer sobre o Regimento das Duas Sicílias também deu, principalmente na parte final (e essa está mesmo mesmo quase acabada, por isso aceitam-se novas encomendas!).
Estou com imensa vontade de ficar pela Pós Graduação em História Medieval e inscrever-me no Mestrado em Paleografia. De repente, durante esta semana, comecei a pensar nisso outra vez.
Estou a gostar do Mestrado em História Medieval, de uns seminários mais do que outros (como é lógico), e continuo sem tema para a tese. Vou tendo umas ideias do que não quero fazer, mas ainda não apareceu nenhuma ideia brilhante para o que gostaria de investigar! De resto, pendo sempre para a Paleografia, fico encantada quando os meus colegas me pedem ajuda ou sugerem apenas que não conseguem perceber umas letras. Fico com as antenas de fora, a rezar para que me peçam para lhes transcrever aquilo, mesmo sabendo que com isso vou descurar o meu estudo, o meu trabalho, o meu tempo livre... É o gozo que me dá, só para verem!
Não é que com Paleografia o tema para uma tese seja mais fácil. É capaz de ser mais difícil ainda. Enfim, tenho ainda quase um ano para decidir, e ainda se vai passar muita coisa até lá. E dessa "muita coisa" espero que estejam incluídas muitas transcrições...

Sunday, November 9, 2008

Presente da minha Mãe!



Hoje acordei e tinha um comentário da minha Mãe no meu outro Blog a dizer que tinha descoberto uns documentos engraçados para eu ler. E decidi pô-los aqui no meu Blog de Paleografia porque são apenas fragmentos e estão em Latim, língua que não domino sem dicionário ao pé (e mesmo assim!) e, além disso, achei engraçado mostrar o que é a letra solene.
Em Paleografia não lidamos sempre com o mesmo tipo de letra. Se fosse toda solene, o Paleografo tinha bastante sorte por duas razões: primeiro, porque é muito mais fácil de ler, segunda porque os Códices estão muito mais bem conservados...

Este é o tipo de letra mais utilizado nos Códices escritos nos Mosteiros. Os Monges Copistas tinham tempo para copiar (não esquecer que não havia a Imprensa) e copiavam com rigor os livros que lhes passavam pelas mãos, a maioria deles, é claro, religiosos, embelezando-os também com cores, como se pode também ver.
Também era comum algumas letras serem de cores diferentes quando começava um parágrafo e geralmente a primeira letra do texto era bastante embelezada e enorme (aqui não tenho nenhum exemplo mas quando arranjar mostro).
Obrigada Mãe!

Sunday, November 2, 2008

É isto que eu faço!



Gosto mais de transcrever à mão do que directamente no computador! E nem sei se demoro mais...

O que se vê à minha direita evidentemente é uma fotocópia de um documento que irei, espero eu, transcrever quando acabar a transcrição do Regimento que estou a transcrever agora e de que já falei anteriormente.
À esquerda está uma folha pautada, onde faço a transcrição propriamente dita.

Uso o método que me ensinaram na Faculdade, é o método do Prof. Borges Nunes e parece-me muito eficaz, embora muitas vezes o método, para quem quer a transcrição, seja perfeitamente indiferente! O que pretendem é o texto, o que para mim acaba por ser muito mais fácil...

O método do Prof. Borges Nunes pretende que, acima de tudo, quando se olha para a transcrição, se consiga saber exactamente como eram as abreviaturas antes de estarem desenvolvidas, como estava o texto antes de estar "corrido", etc. E para isso há imensas regras que, infelizmente, muita gente, muitos muitos estudantes, até desconhecem.


Qualquer dia publico-as no blog. Pode ser que alguém queira aprender!

Thursday, October 30, 2008

Scriptorium

Sempre gostei muito desta imagem.
Não sei quando foi a primeira vez que a vi, mas gosto de imaginá-la quando estou a transcrever algum documento e imaginar que foi escrito (dei por mim a escrever scripto) num lugar assim.
Dá-me calma...