Sunday, November 2, 2008

É isto que eu faço!



Gosto mais de transcrever à mão do que directamente no computador! E nem sei se demoro mais...

O que se vê à minha direita evidentemente é uma fotocópia de um documento que irei, espero eu, transcrever quando acabar a transcrição do Regimento que estou a transcrever agora e de que já falei anteriormente.
À esquerda está uma folha pautada, onde faço a transcrição propriamente dita.

Uso o método que me ensinaram na Faculdade, é o método do Prof. Borges Nunes e parece-me muito eficaz, embora muitas vezes o método, para quem quer a transcrição, seja perfeitamente indiferente! O que pretendem é o texto, o que para mim acaba por ser muito mais fácil...

O método do Prof. Borges Nunes pretende que, acima de tudo, quando se olha para a transcrição, se consiga saber exactamente como eram as abreviaturas antes de estarem desenvolvidas, como estava o texto antes de estar "corrido", etc. E para isso há imensas regras que, infelizmente, muita gente, muitos muitos estudantes, até desconhecem.


Qualquer dia publico-as no blog. Pode ser que alguém queira aprender!

3 comments:

macanica said...

Vê lá...dps a malta rouba-te o emprego :P

Alexandre said...

Publica... :)

Vasco JR Silva said...

Olá, Joana!

Chamo-me Vasco Jorge Rosa da Silva e sou doutorando em História da Ciência em Portugal. No entanto, o meu mestrado é em História Militar Medieval de Portugal. Tendo editado já algumas centenas de artigos, desde História Local-Regional, à História da Ciência e à História Militar, destaquei-me no âmbito da Paleografia, tendo realizado milhares de transcrições para a Universidade Católica e União das Misericórdias Portuguesas, da Idade Média aos nossos dias. Assim, compreendo e partilho, com facilidade, a tua paixão pela Paleografia, talvez a única área realmente científica em História. Neste momento tenho prontas para editar as «Memórias Paroquiais de Ourém: 1758».

Ao contrário de ti, eu trabalho directamente no computador, de modo a tornar mais rápidas as tarefas a realizar. É, por assim dizer, um trabalho estandardizado e em série. Também no âmbito da Epigrafia a tecnologia está presente, ainda que para epitáfios mais simples utilize uma caneta de aparo e uma simples folha. Em casos mais complexos utilizo um micro-computador.

Tive a necessidade de te escrever, na medida em que não tinha, até agora, encontrado mais ninguém com um gosto paleográfico que vai para além do curso!

Com estima.

Vasco JR Silva.